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Considerações sobre a estatística econômica

Posted by Savina Martins on 06:29 in , ,

Tá com um bom tempo que eu não escrevia aqui, mas não era outra coisa. Pensando em que tema estaria a figurar aqui...
Eu trabalho na parte de projetos e um bom projeto dev conter dados para o investidor poder ver onde ele está colocando o dinheiro dele. Dados sobre aquele local que ele investirá, dados como PIB,IDH, Renda per capita, escolaridade, enfim. dados dessa natureza.
Eis que começa minha saga atrás de dados do tipo para incorporar nos projeto e voila..o dado mais recente do PIB: 2006. Me digam sinceramente a gama de coisas que já aconteceu de 2006 pra cá, o quanto esse PIB ocilou?
Esse discaso com os dados pertinentes a economia chegam a ser irritantes, só divulgam dados a nível nacional, estadual e olhe lá das capitais. Se o futuro está em cidades que ainda estão engatinhando, se são elas que ainda vão crescer, lógico que os investidores vão querer ir pra lá, pois ainda não saturou. Mas dae, como ele vai sondar se o dado mais recente que você encontra é de 2006?
É um post mesmo pra questão de desabafo e mobilizar o pessoal pra necessidade de se criar um centro de pesquisa e estatística econômica que seja alimentado constantemente, já que as instituições resposáveis IBGE e CEPRO, não fazem.

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Combate aos cartéis

Posted by Savina Martins on 05:59 in , ,
muitas pessoas desconhecem o conceito de cartel, por que se fala tanto que é prejudicial,não entendem, nós como pulverizadores do conhecimento temos que fazer nossa parte e informar, uso o meu blog como arma pra isso.
Cartel
é um acordo explícito ou implícito entre concorrentes para, principalmente, fixação de preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação ou, por meio da ação coordenada entre os participantes, eliminar a concorrência e aumentar os preços dos produtos, obtendo maiores lucros, em prejuízo do bem-estar do consumidor. Geralmente ocorre em uma estrutura de mercado oligopolista, poucos vendedores e o cartel torna um monopólio, afinal ele massifica os preços visando o lucro..
Felizmente, o Brasil é um dos modelos em combate a esse tipo de crime. Isso mesmo, nosso país que é conhecido pela corrupção e falhas de conduta administrativa é um dos maiores defensores da concorrência no mercado.
A política brasileira de defesa da concorrência é disciplinada pela Lei nº 8.884, de 11 de junho de 1994 [ http://www3.dataprev.gov.br/SISLEX/paginas/42/1994/8884.htm ] . O Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC) é composto por três órgãos: a Secretaria de Acompanhamento Econômico (SEAE) do Ministério da Fazenda, a Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), autarquia federal vinculada ao Ministério da Justiça.
Recentemente foi comemorado o dia de combate aos cartéis e, durante a cerimônia, foi assinado um acordo de cooperação entre o Governo Brasileiro e a União Européia para troca de informações e tecnologias no combate ao crime. A UE não é o primeiro país com esse tipo de acordo, já existem acordos com EUA, Argentina, Chile, Portugal, Canadá e Rússia.
Uma coisa não se pode reclamar desse mandato petista, que em termos de decisão economica, ele é quase impecável. Talvez seja pela política mantida do governo passado, e alto lá, não me refiro ao presidente Lula e sim ao Ministro Guido Mantega e o presidente do BC Henrique Meirelles, eles aperfeiçoaram a política econômica da gestão anterior dando musculatura e credibilidade a economia brasileira, e uma das reflexões é nosso país sendo um âncora no combate ao cartel

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Uma grande virada

Posted by Savina Martins on 04:33 in , , , ,
Essa semana a Academia Sueca responsável pelo prêmio nobel divulgou os agraciados com o prêmio Nobel de economia. Uma grata surpresa, Elinor Ostrom e Oliver Williamson. Elinor é a primeira mulher(espero de muitas que virão) a receber o prêmio. Mais curioso ainda é o porquê do prêmio: uma pesquisa sobre governança econômica.
Ostrom fala dos "arranjos econômicos" que justificou a escolha, segundo a Real Academia de Ciências Sueca: “As transações econômicas têm lugar não apenas nos mercados, mas também dentro das empresas, associações, casas e agências. A teoria econômica já iluminou abrangentemente as virtudes e limitações dos mercados, mas tradicionalmente prestou menos atenção a outros arranjos institucionais”. Já Williamson é mais focado nas empresas: “Oliver Williamson argumentou que mercados e organizações hierárquicas, como empresas, representam estruturas alternativas de governança, que diferem em sua abordagem para resolver conflitos de interesse”.
Duas coisas presisam ser frisadas com este Nobel, a primeira é o fato de Elinor abrir caminho às mulheres na economia, uma quebra de parâmetros numa área que ainda é dominada pelos homens.
A segunda coisa é que, apesar do contexto sugerir que o prêmio iria para alguma pesquisa no âmbito macro da economia, foi para a micro. O que eu sugiro no título, grande virada, é que a minha esperança é que com o Nobel para essa área de pesquisa inicie um processo de fomento a pesquisa na microeconomia no Brasil.
Quase que em absoluto, as faculdades de economia simplesmente utilizam de literatura do exterior, o que de certa forma é mais cômodo, afinal se trata dos polêmicos e didáticos manuais. Os professores reclamam que esses tais manuais estão ultrapassados, estão sendo analisados, pois perderam credibilidade diante da crise, sim, tudo bem, não estão errados, mas será que o estudante de economia tem alternativa de desenvolver algum tipo de pesquisa, pois as faculdades como um todo direcionam suas linhas de pesquisa para macro e economia política, então como banir esses manuais se não há "brechas" para fomentar pesquisas na área de micro.
Na Universidade Federal de Santa Catarina há um sinal de mudança, o Mestrando Marco Goulart desenvolve uma pesquisa na área de neuroeconomia[www.neuroeconomia.blog.com]. Para embasar sua pesquisa, até um aparelho especial de ressonância foi adquirido. Na UFRGS há também um núcleo de pesquisa encabeçado pelo professor Giácomo Balbinotto em farmacoeconomia [www.farmacoeconomia.com.br].
São iniciativas ainda pequenas, mas como bons economistas, sabemos que é um investimento a longo prazo, então por favor, responsáveis pela pesquisa econômica nas faculdades do Brasil, ajudem a pesquisa na área de micro, por que o problema deve ser resolvido de dentro pra fora.


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Yes, we....

Posted by Savina Martins on 12:47 in , , ,
oi gente, e ae?mó bafafá, o Rio vai sediar as Olimpíadas em 2016. Bom ou não? Bem, depende.
Bom, sim, afinal é a grande esperança de melhora tanto logísticamente quanto socialmente no rio. Sim, por que quando se tem uma entrada de investimentos como vai ter nessas Olímpiadas, a tendência é que isso funcione como um efeito dominó, afinal o período olímpico vai durar uns 2 meses (contando com as Paraolimpíadas) e depois acaba, mas a estrutura continua. Metrô, linhas de ônibus, avenidas melhores, tudo isso fica.
Pode ser ruim porque como todo mundo sabe, aqui o desvio de verba pública é de mais, aí já viu, recursos correndo pelo ralo, obras inacabadas e Olimpíadas fail!
Uma coisa que a gente sabe e é bem verdade, se for sucesso: Olimpíadas no RIO. Fracasso: Olimpíadas no BRASIL.

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